Marcelo Soares
jornalista, professor, analista de dados e fundador da Lagom Data
Sou fascinado por pesquisa e análise de dados desde os 15 anos, quando fui estagiário de um órgão público e me cabia digitar o que produziam e fazer buscas de antecedentes. Logo nos primeiros anos da faculdade de jornalismo, nos primórdios da internet brasileira, descobri que era possível usar pesquisa e análise de dados como técnica de reportagem.
Li aos 19 anos o livro "The New Precision Journalism", de Philip Meyer, e tomei aquelas práticas como minha grande missão de vida. Acabei me tornando um dos pioneiros do jornalismo de dados no Brasil, com muita gratidão a Philip Meyer, que acabou se tornando um mentor remoto. Organizei uma homenagem a ele nos 50 anos de sua obra. Ele ainda estava vivo para ver.
Tenho duas décadas de trabalhos premiados nessa área, grandes, médios e pequenos. Em 2006, na Transparência Brasil, editei o projeto Excelências, um banco de dados de perfis de parlamentares, feito a partir da raspagem de dados públicos, que venceu o prêmio Esso de Melhor Contribuição à Imprensa. Escrevo sempre que posso. Mais recentemente, comecei a colaborar de maneira ocasional com a revista piaui.

LOGO ANTES DA LAGOM DATA
A partir de 2012, na Folha de S.Paulo, comecei a trabalhar com dados de audiência para compreender melhor os leitores. Por quatro anos, fizemos um trabalho aprofundado para melhorar a eficiência do conteúdo. Lá, fui o primeiro editor de desenvolvimento de audiência da imprensa brasileira.
Em 2016, deixei o dia-a-dia do jornal e passei a prestar consultorias e cursos sobre análise de audiência e análise de dados. Nessa fase, ganhei prêmios quase anualmente (Petrobras, INEP, Synapsis) e cheguei a ter até trabalho exposto na Bienal Brasileira de Design Gráfico.
TRABALHOS PUBLICADOS
Antes da Lagom Data, minha carreira foi bastante movimentada. Fui um dos fundadores e o primeiro gerente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Na época em que eu trabalhava com eles, começamos as articulações para a criação da Lei de Acesso a Informações Públicas, vigente desde 2012. Em 2010, me tornei membro do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ).
Minha atuação como jornalista tem sido bastante variada. Ainda estudante, trabalhei no Correio do Povo, de Porto Alegre (RS) – estive na equipe que pôs no ar o primeiro site deles, em 1997. Já depois dos 30, fui colunista de política da MTV Brasil original - tanto na TV quanto no jornal gratuito MTV na Rua.
Também colaborei com o jornal Los Angeles Times e o site Wired News, da revista Wired.
Até quadrinhos já traduzi. Foram 12 anos de aventuras do Demolidor, do Hulk e dos Vingadores, além de alguns clássicos. Muitos desses trabalhos são republicados até hoje. Conheça todos no Guia dos Quadrinhos.
REPORTAGENS E ARTIGOS SELECIONADOS
Material pré-2009 em fase de pesquisa.
NA SALA DE AULA
Um dos meus trabalhos mais gratificantes é lecionar, muitas vezes em pós-graduações em jornalismo, em várias partes do Brasil. Anteriormente, já dei aulas na ESPM (São Paulo/SP), PUCRS (Porto Alegre/RS), na Universidade Positivo (Curitiba/PR), na Unimep (Piracicaba/SP) e na Unochapecó (Chapecó/SC). Também dei oficinas na UFSC (SC), USP (SP) e UFOP (MG).
Em Redações, desde 2005, já lecionei na Ponte, Congresso em Foco, Lupa, CartaCapital, Folha de S.Paulo, Nova Escola, Veja, O Povo (CE), A Tarde (BA), A Gazeta (ES), SBT (SP), TV Globo (SP e RJ) e Master em Jornalismo Digital, entre outros. No exterior, já ministrei ou colaborei em palestras ou minioficinas na Cidade da Guatemala, Viedma (ARG), em Bruxelas (BEL), em Lillehammer (NOR) e em Bonn (ALE).