El Pais: as ocupações mais atingidas

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Uma análise da Lagom Data, aprofundada para o jornal "El País", olhou em detalhes quais foram as ocupações e setores com maior aumento nos desligamentos por morte no ano da pandemia. Os maiores aumentos foram detectados em ocupações que não puderam se dar ao luxo de parar, como caixas de supermercados, trabalhadores do transporte público e frentistas.

Como os dados hospitalares captam pouco a ocupação do paciente que morre de Covid, usamos a base da Caged, que capta dados apenas do setor formal. Trabalhadores informais, que têm muito menos garantias, podem ter tido incentivos para se expor mais ao risco de pegar a doença, mas não há informações sobre eles.

Ao repercutir o material, o Jornal Brasil Atual entrevistou Victor Pagani, responsável pelo escritório de São Paulo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Ele disse:

“Houve a vacinação do profissionais de saúde. Estão na fila os profissionais da segurança pública e educação. A gente vê, por esses dados, que outros setores também deveriam ser priorizados. Mas como não houve a compra das vacinas por parte do governo quando havia a disponibilidade, agora a gente está pagando esse preço da pior forma possível, com morte de trabalhadores”.

Kelly Fernandes, colunista do UOL, contou como funcionários do transporte público cogitam fazer greve para exigir vacinação e máscaras mais adequadas, dada a exposição. O levantamento foi citado na reportagem, também.

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